Retrospectiva 2011 – parte 2
Se a vida profissional em 2011 foi surpreendente e desafiadora, a vida pessoal não ficou atrás. Foi um ano de mudanças, que mudanças, e superações.
Em uma semana, minha vida mudou. Arrumei emprego novo, em outra cidade. Morar em outro lugar, longe da minha casa, nunca tinha passado pela minha cabeça. Sem muito pensar, topei o desafio. Depois de 34 anos morando numa mesma cidade, no conforto da casa dos meus pais, fui me virar sozinha.
Até hoje não sei se fui louca ou corajosa, rs… o fato é que 2011 foi o ano que eu fui ser 100% dona da minha vida e 100% responsável por todos os meus atos. Aprendi a lidar com medos, inseguranças e uma certa solidão, que até então eu não conhecia. Ficar longe da minha família e dos amigos de uma vida inteira não foi fácil. Chegar num lugar desconhecido, conhecendo quase ninguém, menos fácil ainda. O trabalho em si não me assustou, o que me assustou foi, no início, não ter por perto pessoas com quem compartilhar minhas novas experiências. Era estranho sair do trabalho e não ter um encontro com alguma amiga, para falar do dia e das coisas, estranho chegar em casa e não ter ninguém, estranho chegar o final de semana e não ter um encontro num boteco, com alguma turma. Os finais-de-semana pareciam eternos.
Mas isso foi no início. Hoje, os finais-de-semana não são tão longos assim e depois do trabalho, vire e mexe, tem lugares para ir. Gosto do meu apartamento, gosto dele aos poucos, na medida do possível, estar ficando com a minha cara. Gosto dele ser um pouco isolado do agito, ser num lugar silencioso e tranquilo, assim me faz lembrar um pouco da minha casa aqui em Nova Lima. Apesar de todo mundo reclamar um pouco do clima de Brasília, adaptei-me bem, não tive grandes problemas. Moro numa cidade bonita, bem cuidada, cheia de excelentes restaurantes, que tem dias e noites lindas!
É incrível o que o tempo nos proporciona. O tempo coloca tudo no lugar, ensina que não adianta forçar, tudo acontece quando tem que acontecer. O importante é manter a mente sã, para esperar o tempo agir. Acho que mantive a minha mente sã, o máximo que pude, em 2011. O resultado é que, mesmo sofrendo dia ou outro, eu me vejo vivendo onde estou.
Recomeçar e não desistir. Essa foi a minha maior vitória em 2011.
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