Archive for novembro, 2008

Saudade das 5

Saudade das amigas da Pet’s (no caso, Pet’s sou eu. Duas das minhas amigas, protagonistas desse post, me chamam assim). Saudade dos tempos de escola, dos bolos de chocolate na casa de Dani, das conversas no passeio em frente a casa de Bet’s, durante horas, dos papos filosóficos com Pê, das risadas de Ju, das noites na casa de Vá e mais um tanto de pequenos momentos ricos em energia branca, carinho, cumplicidade, sinceridade, transparência.

Muitas histórias, muitas risadas, muitos choros, momentos compartilhados em, sei lá, 20 ou mais anos de amizade. Ainda bem que aproveitamos o máximo aquele tempo que os dias pareciam durar uma eternidade, rs… deu para armazenar muito carinho nesse tempo, para esses dias de ausência, causada por essa vida corrida absurda que todas nós somos obrigadas a levar.

Minhas amigas de uma vida inteira, para a vida toda. Amigas do coração. Saudade de vocês!

O ar da graça

O frio resolveu aparecer em plena primavera. Êta friozinho bom que está fazendo. Desde sexta o tempo esfriou por aqui, dando um tempo naquele calor insuportável que estava fazendo.

Clima muito mais agradável, bom para um tanto de coisa. A pedida da manhã é curtir minha sensacional cama até a hora que o corpo começar a doer, hahahah

Esquadros

Composição: Belchior

Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome…

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Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço…

Tem dias que são noites

Acordei com o pé esquerdo hoje. Irritada, extremamente cansada, com uma paciência minúscula. E, em dias assim, parece que tudo conspira para te irritar mais ainda, é impressionante.

sen.si.bi.li.da.de

Lat. sensibilitate. (…) 4 Tendência inata do homem para se deixar levar pelos afetos ou sentimentos de compaixão e ternura. (…)

Desde de muito nova tenho um sensibilidade ultra apurada. Sou sensível ao extremo. Gosto de gestos de carinho, gosto de dizer para as pessoas que são importantes para mim que elas realmente são, sem ter hora certa pra dizer. Sou daquelas que liga apenas para dizer um “oi”, estava com saudade de você, como você está? Busco, o máximo possível, estar presente na vida das pessoas que amo, procuro estar disponível para ajudar, ouvir, dar colo, apoiar, xingar (se necessário)… Compartilho momentos de alegria, sou solidária nos momentos de tristeza.

Será que há algum mal em ser sensível, demonstrar compaixão e ternura? É vergonha mostrar sensibilidade? Se a resposta é não, o que anda acontecendo com as pessoas? Porque a economia de carinho? Carinho não tem cota não. Pode gastar a vontade e quanto mais você gasta, mais você recebe de volta.